Projeto A Distância — Embraer × Anhembi Morumbi · 2026

Conte sua
história

Você está aqui porque construiu algo. Estas perguntas são sobre isso — não sobre o cargo, não sobre o processo. Sobre o que você viveu e o que ficou.

Responda no seu ritmo. Não há resposta certa. O que torna este projeto único são exatamente as histórias que nenhum relatório registra.

Confidencial · Uso exclusivo do Projeto A Distância · 2026

Antes de começar

Quem está aqui

01

O Começo

A primeira imagem

Três perguntas sobre lugares, objetos e memória concreta. Quanto mais específico, mais valioso para o projeto.

1.1 — O primeiro momento

Pensa no seu primeiro dia aqui. Não o resumo — a imagem. O que você viu, ouviu ou sentiu naquele primeiro momento que ainda está com você?

Um detalhe visual, um cheiro, uma frase que alguém disse. Detalhes pequenos produzem as melhores histórias.

1.2 — O lugar

Tem algum lugar aqui dentro — um galpão, uma pista, um corredor, uma sala — onde você para um segundo toda vez que passa? Onde é e o que aconteceu lá?

Pode ser algo pequeno. Lugares ancoram memórias que perguntas abstratas nunca alcançam.

1.3 — O objeto

Tem algum objeto do seu trabalho — uma ferramenta, um documento, uma foto, um rascunho — que você ainda guarda? O que é e de onde veio?

Objetos guardam histórias que a memória perde. Se você tem esse objeto, ele provavelmente tem algo a dizer.

02

O Momento

Quando foi diferente

As perguntas mais importantes do projeto. Responda com calma — não há pressa.

2.1 — Quando foi maior do que você

Me conta um momento — pode ter durado segundos — em que você pensou: isso que estou fazendo é maior do que eu. O que estava acontecendo? Onde você estava?

Pode ser um projeto, uma conversa, um número numa tela, um avião decolando. O tamanho do momento não importa — importa o que ele significou.

2.2 — Quem estava do lado

Quem estava com você nesse momento? O que essa pessoa disse ou fez?

Nome, cargo, a frase exata se você lembrar. As pessoas ao redor guardam detalhes que a gente não percebe na hora.

2.3 — A surpresa de si mesmo

O trabalho aqui mudou alguma coisa em você que você não esperava que mudasse? O quê?

Pode ser uma habilidade, uma forma de pensar, uma crença. O inesperado é onde as histórias mais honestas moram.

2.4 — O passageiro

Você já parou para pensar em quem está dentro do avião que você ajudou a construir? Teve algum momento em que isso ficou real para você — uma pessoa, uma situação concreta?

A distância entre quem constrói e quem usa sem saber. Este é o coração do projeto.

2.5 — O orgulho silencioso

Teve algum momento em que você viu algo — um avião decolando, uma notícia, qualquer coisa — e pensou "eu fiz parte disso", mas não falou para ninguém? O que era esse momento?

Esse silêncio é um dos territórios mais únicos deste trabalho. É diferente de conquista pública — é o momento em que você sabe, sozinho, o que aquilo custou.

03

Construído aqui

O Brasil que não deveria

O território que diferencia a Embraer de qualquer outra empresa aeronáutica do mundo.

Se você não é brasileiro ou trabalha fora do Brasil, responda a partir do seu próprio ponto de vista — sobre o que significa construir algo aqui que o mundo usa.

3.1 — O Brasil no mundo

O que significa para você ter construído algo brasileiro que o mundo usa? Tem um momento em que você sentiu isso com força?

Não o Brasil abstrato. Um momento concreto — uma viagem, uma conversa, um número, um aeroporto.

3.2 — O que quase não existiu

Houve algum momento em que o projeto em que você trabalhava poderia simplesmente não ter existido? O que teria se perdido se isso tivesse acontecido?

Resistência quando a lógica dizia o contrário. Construção contra a corrente.

04

O Que Ficou

O que resiste

As perguntas mais honestas do formulário. Não há resposta errada — há apenas resposta real.

4.1 — O momento de dúvida

Teve algum momento aqui em que você pensou em desistir — de um projeto, de uma ideia, talvez até do seu lugar aqui? O que te fez continuar?

A motivação que convence não é a que nunca vacilou. É a que vacilou e ficou.

4.2 — O que não deu certo

Tem alguma coisa que você tentou aqui e não deu certo? O que você aprendeu com isso que não teria aprendido de nenhuma outra forma?

Fracasso humaniza. Sem ele, os relatos soam como press release. Com ele, soam como pessoas reais.

4.3 — A invisibilidade

A maioria das pessoas que voa num avião que passou pelas suas mãos nunca vai saber seu nome. Como você vive com isso?

Uma das perguntas mais difíceis — e as mais honestas. Força a articulação do porquê fazer quando o reconhecimento não existe.

4.4 — O que você passou adiante

Tem alguém — um colega, um trainee, alguém que você formou — que carrega alguma coisa que aprendeu com você? O que é essa coisa?

Transmissão é o melhor indicador de legado real.

05

O Futuro

O que vai durar

As últimas três perguntas. Reserve um tempo — elas merecem.

5.1 — A postura

Se você tivesse cinco minutos para ensinar alguém a fazer o seu trabalho — não os procedimentos, mas a postura — o que você diria?

Não o manual. O que está por baixo do manual. O que ninguém escreve mas todo mundo que trabalha bem aqui sabe.

5.2 — Para uma criança

Se um filho seu perguntasse o que você faz aqui — não o cargo, o que você realmente faz — o que você responderia?

Quando você precisa explicar para uma criança, você chega no essencial. Sem jargão. Sem cargo. Só o que importa de verdade.

5.3 — A mensagem invisível

Se você pudesse deixar uma mensagem dentro da fuselagem de um avião — algo que o passageiro nunca vai ver, mas que vai voar com ele para sempre — o que você escreveria?

Esta resposta pode virar literalmente uma das cartas da experiência física do Projeto A Distância.

A pergunta final

"O que você está construindo aqui que vai existir depois de você?"

Presente contínuo — não o que você construiu, o que você está construindo agora. Pode ser uma aeronave, uma cultura, uma pessoa, uma ideia.

Obrigado por reservar este tempo. Seu relato vai alimentar uma experiência que outras pessoas vão viver — sem saber que veio de você.